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Satechi Slim EX1

Satechi

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O Satechi Slim EX1 é um dos lançamentos de teclado mais recentes da Satechi, e é o teclado que entrou no meu setup para as longas sessões de código. Antes de escrever qualquer coisa aqui, eu usei de verdade, ao ponto de ele já ter marca de dedo. Esse é o trato que eu mantenho no canal: por mais que as marcas me enviem produtos, a opinião que você lê é sempre a minha.

Se você procura um teclado sem fio compacto para programar, para home office ou para montar um setup minimalista no Mac, essa análise vai te ajudar a decidir se o EX1 faz sentido no seu dia a dia.

O que é o Satechi Slim EX1

O EX1 é o teclado compacto da nova linha EX da Satechi. É a versão sem teclado numérico, o que funciona bem para quem trabalha em mesas pequenas ou precisa carregar o teclado na mochila com frequência, sem abrir mão de uma área de digitação confortável. Se você depende do numpad, essa não é a peça certa, e aí o caminho é olhar a versão completa da linha.

Construção e design

A base é de metal com pintura eletrostática e acabamento em alumínio. Isso dá peso suficiente para o teclado não escorregar na mesa e entrega aquela sensação mais premium que eu gosto. O perfil é baixo, então o pulso fica numa posição natural, o que torna o uso prolongado menos cansativo. Para quem passa o dia inteiro digitando, esse detalhe importa mais do que parece.

Como é digitar

As teclas são scissor de perfil baixo, com toque silencioso e controlado. É o tipo de teclado que some na mesa: você digita e o som não atrapalha quem está por perto, nem gera ruído alto durante chamadas. No vídeo eu coloco um comparativo direto da digitação contra o teclado do MacBook Pro M5, e a diferença de pegada fica clara. Para um teclado low profile, ele acerta no que importa.

Conexão com até 4 dispositivos

Uma das maiores vantagens do EX1 é conectar em até quatro dispositivos ao mesmo tempo: são três canais Bluetooth mais um receptor USB-C de 2,4 GHz. Na prática, se você precisa alternar entre notebook, celular, tablet e TV, ele dá conta de tudo sem reparear. Vale notar um sinal de modernização da linha: o dongle agora é USB-C, enquanto os modelos anteriores usavam USB-A.

Bateria recarregável e removível

A bateria é recarregável e dura até cinco semanas por carga. Mas o ponto que mais me agrada é ela ser removível. Isso aumenta a vida útil do produto a longo prazo: se um dia a bateria parar de funcionar, você troca só a bateria, sem precisar descartar um teclado que ainda está em perfeitas condições. E se ela inchar por qualquer motivo, não danifica o teclado inteiro, que continua utilizável conectado pelo USB-C. Por causa disso, tenho confiança de que é um produto que vai durar bastante.

O que eu não curti foi a posição do aviso de bateria. Quando a carga cai abaixo de 15%, um LED na traseira acende. Não me parece o lugar mais inteligente para colocar um aviso de bateria baixa, já que é justamente onde você não olha. Mas é melhor do que não ter aviso nenhum.

Chave Mac e Windows e a questão do layout

O EX1 tem uma chave física de sistema operacional. Você vira a chave e o teclado se reconfigura na hora para Mac ou Windows, com os atalhos e modificadores nativos de cada sistema, sem software e sem configuração. Funciona bem.

A minha ressalva é de design. Essas teclas adaptadas para os dois sistemas deixam o visual mais confuso, porque cada tecla precisa dividir espaço com a informação do que é para Mac e do que é para Windows. Num primeiro momento eu me peguei pensando qual tecla Control era a certa no meu caso. Comparando o layout com o do Mac, está tudo correto e a troca é intuitiva. O detalhe é pessoal: como eu também uso o teclado mecânico Satechi SM1, e o layout dele é ligeiramente diferente, sempre que troco de um modelo para o outro bate uma confusão de memória muscular.

A leitura de bateria no macOS

Um detalhe técnico que vale comentar com honestidade: no macOS, o sistema pode mostrar a bateria em torno de 60% mesmo com o teclado totalmente carregado. E aqui é justo dizer que isso não é defeito da Satechi. O macOS reporta mal a bateria de praticamente qualquer teclado ou mouse Bluetooth de outras marcas. Dá para encontrar gente relatando o mesmo problema com Keychron, Razer e até com o próprio Magic Keyboard da Apple, em discussões abertas há anos e até hoje sem solução.

Eu testei cada um dos modelos que tenho aqui: alguns mostram carga acima de 60%, outros nem exibem status. Não consegui identificar um padrão. Para mim isso não chega a ser um problema, porque de todo jeito a bateria dura vários dias e eu raramente lembro de verificar a porcentagem. Use o LED do teclado como referência real e siga a vida.

Pontos positivos e negativos

De forma geral, a Satechi está repetindo a receita de design e de funcionalidades que ela já tem em outros produtos. Encare o EX1 como uma apresentação mais atualizada do que já existia, não como uma reinvenção.

A favor

  • Construção de metal com sensação premium
  • Digitação silenciosa e confortável
  • Conexão com quatro dispositivos
  • Dongle agora em USB-C
  • Bateria removível, que dá sobrevida ao produto

Contra

  • O aviso de bateria fica num LED na traseira, onde você não olha
  • As teclas com dupla legenda deixam o layout mais carregado
  • É uma evolução incremental da linha, não um salto

Vale a pena e para quem é

O EX1 vale a pena para quem quer um teclado compacto, silencioso e durável, alterna entre vários dispositivos e trabalha bem sem numpad. Encaixa no perfil dev, home office e setup minimalista no Mac. Quem depende de teclado numérico ou quer teclas retroiluminadas deve procurar outra opção.

A minha experiência com a Satechi

Uma dica que eu sempre dou: antes de comprar esse ou qualquer outro produto, dá uma olhada nos comentários. Sempre tem gente relatando experiência ruim, e eu faço questão de nunca apagar esses comentários, porque quero que as pessoas participem e digam o que pensam. Se eu tivesse tido algum problema com a marca, eu falaria.

E falo: eu tenho o Satechi SM1, que é um teclado espetacular, mas teve um período em que as teclas pararam de responder, com cara de falha de conexão Bluetooth. Cheguei a pensar em acionar o suporte, e cerca de um mês depois ele simplesmente voltou ao normal sozinho. Eu não parei de usar, mas ficava irritado nos momentos em que isso acontecia. Tirando esse caso, já testei uns seis teclados da Satechi e nunca tive problema. Um deles passou para um amigo que usa todo dia no trabalho há mais de um ano, e está tudo normal.

Ou seja, pode acontecer de alguém ter um problema pontual. Se for o seu caso, faça contato com a marca e exija a troca, ou faça a devolução dentro do período de garantia. Não fique com um produto defeituoso, mas pesquise bem antes. Se você decidir comprar, espero que goste tanto quanto eu gosto dos produtos da Satechi.

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